Lula x Flávio

 

Acompanho de perto as "pesquisas de intenção de votos" entre os principais candidatos ao posto de Presidente da República e vejo que os dois, o Presidente Lula, PT e o Flávio Bolsonaro, PL, estão "tecnicamente empatados, com diferença mínima de menos de 5% entre ambos, desprezando pontuação dos demais candidatos, de matizes ideológicas de "direita à esquerda", passando pelo "centro".


           O principal motivo para o fenômeno do "empate técnico" entre os principais candidatos, o Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, é a "falta de proposições novas", tanto de um lado como do outro.   O atual Presidente conta com a "exposição" contínua e diária nas mídias tradicionais, ancorados nos feitos do Governo federal da atual gestão, viajando de norte ao sul, divulgando, sobretudo, os benefícios concedidos à "baixa renda", como a "bolsa família" e o "vale gás" concedidos com o "dinheiro do contribuinte", o nosso dinheiro!


          O candidato da "oposição", senador Flávio Bolsonaro, PL, conta com a força do sobrenome "consagrado" pelo público, do Presidente Jair Bolsonaro, PL, 70 anos, com "direitos políticos" suspensos por 20 anos, em julgamento ocorrido no STF.   O senador Flávio Bolsonaro, o primogênito do ex-Presidente, foi "ungido pelo próprio" e homologado pelo partido de sustentação do Jair Bolsonaro, o Partido Liberal ou simplesmente PL.


            Ambos candidatos, o atual e o senador da República, jogam todas suas "fichas" no conhecimento que ambos tem, o sobrenome do ex-Presidente e o atual Presidente com os "feitos" do Governo federal, sobre os seus eleitorados.   Para mim, falta a ambos, um "programas do governo" que "mexa" com o atual "espírito de desesperança" da população brasileira, sobretudo a de renda mais baixa.  


          O Presidente Lula defende a "continuidade" dos diversos programas do Governo, como Bolsa Família e vantagens de toda ordem pagas com o dinheiro do contribuinte.    Falta ao meu ver, ao candidato Flávio Bolsonaro, PL, um programa "carro chefe" da sua campanha.   É muito pouco, dizer que tem o apoio do setor "agropecuário" ou "dar a entender" que vai seguir a "política econômica" do Paulo Guedes.    Isto, ao meu ver, é muito pouco para um candidato que quer promover a "mudança do destino do País".   Precisa mais clareza ao candidato da "oposição", com quais "medidas econômicas e sociais" quer fazer com que o País encontre o seu destino do "crescimento sustentável" nos sentidos econômicos e sociais, para o próximo quadriênio.    Apenas o discurso de "mudanças" é muito pouco.  Muito pouco, ainda, é se apresentar como "herdeiro político" do Presidente Bolsonaro.   O povo está cansado de ouvir o chavão, de ambos lados a prometida "mudança do rumo" na economia ou "permanência nele" para que o País reencontre, o "elo perdido" do "crescimento sustentável" que já levou o Brasil à posição de 8ª economia do mundo global.   Pois, o Brasil se encontra, hoje, como a 11ª economia do mundo.  O Brasil, infelizmente, experimenta a preciosa década como perdida.


             Enfim, nós, os eleitores brasileiros queremos saber as "propostas concretas do Governo", sobretudo na área econômica de ambos candidatos, para os próximos 4 anos,  do que simplesmente mostrar ou tentar mostrar as suas "forças políticas".   Já percebi que os "marqueteiros" de ambos candidatos são "muito ruins".    Do outro lado, o presidente do PL, Waldemar da Costa Neto, tenta "fazer a vez" de chefe da campanha e responsável pelo "marketing" do candidato do seu partido, o PL.    


        Nos bons tempos, já tivemos marqueteiros como o João Santana, das campanhas vitoriosas do Lula em 2006 e Dilma em 2010 e 2014.   João Santana era conhecido por estrategista incisiva.   Hoje, temos o marqueteiro do lado do Presidente Lula, o Sidônio de um lado  e Waldemar da Costa Neto, presidente do PL, do lado da oposição ao governo do PT.  


           Ossami Sakamori

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